Sexualidade Infantil em Crise

sexualidade infantil

Uma resposta cristã para a formação saudável para a identidade sexual de meninos que enfrentam o Transtorno de identidade de gênero.

Por Eurípedes Mendes

O desenvolvimento da sexualidade

O desenvolvimento é um processo contínuo que começa quando começa a vida. No momento em que o óvulo materno é fertilizado, a sua parede é penetrada por uma célula de esperma do pai, imediatamente depois da concepção inicia-se outro processo de divisão celular. O óvulo fertilizado, uma única célula, divide-se e se subdivide rapidamente, até que se tornam-se milhões de células.  Á medida que o desenvolvimento continua, as novas células assumem funções muito especializadas, tornando-se partes de vários sistemas do corpo – nervoso, esquelético, muscular ou circular. O feto começa a adquirir forma. Cerca de nove meses depois da concepção, a criança nasce.

O desenvolvimento de uma criança, tanto antes do nascimento quanto depois são contínuos e complexos e passa por processos de maturação (mudanças orgânicas, neurológico e biológicas), experiência (aprendizagem e prática), e cultura (mudanças ideológicas, sociais e religiosas). Qualquer cientista, psicólogo ou terapeuta entendem que nossa sexualidade sofrem profundos processos de desenvolvimento. Quando falamos processos, falamos de desenvolvimento, e quando falamos de desenvolvimento da sexualidade, afirmamos que a sexualidade não é totalmente inata. Ou seja, nossa sexualidade é aprendida, orientada e desenvolvida preferencialmente na relação com a cultura, com os pais ou os seus substitutos, isto precisa estar claro em nosso entendimento.

A orientação sexual

O que é inato na sexualidade humana? E o que é aprendido? Toda sexualidade é construída através da educação sexual. E educação sexual é dada pelos pais à criança, numa idade que a mesma absorve instintivamente atitudes, gestos, ideias, valores e conceitos, isto é, esclarecimentos, noções e orientação dados deliberadamente e intencionalmente à criança pelos pais ou outras pessoas, que, invariavelmente, interfere em sua identidade sexual, masculino e feminino. Todo processo de orientação sexual se estabelece entre a criança e o meio, repercute intensamente sobre a identidade sexual da criança.

Então surge uma pergunta: Será que temos orientado nossos filhos em sua sexualidade? A premissa para esta pergunta é a compreensão clara do que seja a construção da identidade gênero, já que as identidades masculina e feminina são construídas; pois nenhum ser humano nasce com sua identidade sexual formada. Por mais que a sociedade esteja dizendo o contrário. Sexualidade é aprendida e orientada, mas infelizmente a maioria esmagadora das famílias de hoje não estão orientando seus filhos quanto a sua identidade de gênero, gerando nos filhos uma das maiores crises do século: a crise dos gêneros.

Deus criou a raça humana para dois gêneros: macho e fêmea; não há nenhum terceiro gênero, e hoje a sociedade (educação, mídia e ciência), de modo geral, transmite a mensagem de que crianças, homens e mulheres devem ser encorajados a descobrir sua identidade sexual, ou “sair do armário”, como dizem. E mais, a sociedade de hoje esta a cada dia transformando toda distorção na sexualidade em normatização. Um dos exemplos desta normatização é o fato que a homossexualidade é uma variante saudável da sexualidade humana.

O fim do sistema de gênero

Muitos vezes, os defensores da homossexualidade reivindicam “o fim do sistema de gêneros: definição de homem e mulher”, e louvam a superioridade da conquista de viver “um terceiro gênero: a androgenia”. A cultura de hoje diz que “todos devem buscar viver gratificação sexual e do ego.”

A mudança de atitude em relação ao gênero masculino e feminino começa a ultrapassar o campo da literatura homossexual e a se difundir nos tribunais. Alguns juízes concordam que o “sistema de gêneros” é discriminatório. Recentemente, uma corte de justiça nos Estados Unidos decretou que seja permitido a um menino de quinta série com crise de identidade de gênero a assistir às  aulas usando roupa femininas. O próprio terapeuta declarou à Corte que se o menino não usasse roupas coerentes com o gênero feminino, ele ficaria traumatizado.

O menino foi suspenso três vezes por usar o banheiro das meninas além de usar sutiã com enchimento, peruca, saia justa e sapatos de saltos alto e por tocar nas nádegas de outros meninos.

A não-conformidade de Gênero

Joseph Nicolosi psiquiatra norte-americano com mais de trinta anos de clínica e pesquisas na área, no seu livro “Homossexualidade: Guia de Orientação aos Pais para a Orientação da Criança”, afirma que nunca conheceu um homossexual que tenha vivenciado um relacionamento pleno de afirmação, direção, afeto, toques e abraços com o pai. Na homossexualidade, tanto o homem quanto a mulher, buscam, suprir suas necessidades emocionais não satisfeitas na infância. Crianças sozinhas na vida se tornam adultos profundamente doentes em suas emoções.

Alguns peritos em desordens sexuais dizem que a “não-conformidade de gênero na infância pode ser o único fator observável mais comum associado com a homossexualidade”

O que seria a não-conformidade de gênero? A primeira coisa que precisamos entender que ninguém nasce com não conformidade de gênero. A não-conformidade de gênero nasce fruto de meninos que na infância eram completamente deslocados quanto a sua masculinidade. Geralmente são meninos sensíveis, gentis, bondosos e amorosos, que lhes faltava só a afirmação paterna da sua masculinidade. Estes meninos vivem em um ambiente em que o pai não esta disponível ou não se identifica com ele, e em que a mãe é muito controladora ou esta disponível demais.

O motivo da não-conformidade de Gênero

O sentimento de vazio de gênero no homem surge na combinação de um temperamento sensível inato, um ambiente social com déficit relacional com o pai, uma cultura machista e uma super proteção materna.

Na infância, os meninos são emocionalmente ligados à mãe, pois a mão é o primeiro objeto de amor. Ela satisfaz todas as necessidades primárias de seu filho. As meninas podem continuar desenvolver sua identificação feminina por intermédio do relacionamento com as mães. Por outro lado um menino tem uma tarefa de desenvolvimento adicional, isto é, quebrar sua identificação com a mãe, e esta ruptura é feiro pelo pai. A primeira tarefa para se tornar homem e não ser uma mulher.

Homossexualidade masculina – Enfraquecimento da Figura Paterna

Infelizmente nós vivemos nos dias de hoje um enfraquecimento da figura paterna. Para que o pai entre e seja a referencia que o filho precise, é preciso que a mãe permita que este pai faça parte do relacionamento com o filho. Uma mãe que diz: “filho, pode fazer isso que eu não conto ao seu pai” ou “filho, seu pai não sabe o que esta falando”. Uma mãe que não valida a autoridade do pai e não permite que o filho se conecte com seu pai, gera sérios problemas na identidade do filho. Um menino quando nasce precisa dos cuidados da mãe, um bebê sozinho nunca sobreviverá neste mundo, mas existe um tempo na vida do menino (seis anos de idade), que a mãe precisa priorizar outras coisas na vida, e é justamente neste tempo que o pai precisa entrar no processo de orientação na vida do filho. A mãe não tem que dedicar ao seu filho para sempre, é justamente por esse motivo que o menino acaba se identificando com a figura feminina. A interdição do pai vem justamente para dizer da incompletude da relação da mãe e do filho, e o pai que vem dizer isso.

A masculinidade é uma conquista

Na maioria das vezes estas mães são extremamente dominadoras, ativas, competitivas e principalmente inseguras na sua relação com seus companheiros, elas tem a tendência de prolongar a dependência de seus filhos, usando-o para satisfazer suas necessidades de carinho e de companheirismo de um modo que é extremamente doentio para sua identidade. Inconscientemente estas mães tentam satisfaz ruas necessidades emocionais com o filho, mantendo uma ligação doentia, intima demais com o filho, que talvez satisfaça sua necessidades emocionais. Na maioria dos modelos temos um pai alheio, uma mãe envolvida demais com o filho de temperamento sensível, sintonizando emocionalmente que substitui o pai no que este fica aquém.

Se um pai quer uma identidade sexual saudável para seu filho, ele precisa quebrar o elo mãe-filho. Quando os meninos crescem sem pais, na maioria das vezes, ele desenvolve uma carência terrível por toque e presença masculina. Todo menino precisa de necessidade de intimidade masculina, se ele não tem isso na infância e quando ele entrar no processo de maturação, ele começará a erotizar toda relação com os homens por se sentir completamente distante do mundo dos homens.

Um aconselhado descreveu um desses momentos da seguinte forma: “ Recordo-me do momento exato que soube que eu era homossexual. Eu tinha dez anos, e pegávamos um atalho para chegar a sala de aula. Atravessamos o ginásio e passamos pelo vestuário dos meninos. Um rapaz mais velho estava nu saindo do chuveiro. Pensei “Uau!” Depois ele descreveu melhor seu sentimento ele disse: “Uau, eu queria ser ele”. Este “Uau!” é um sentimento de admiração pela masculinidade desejada, por conta da cobrança de uma cultua cada vez mais machista.

O homem que estava saindo do banheiro era o “eu idealizado”, mas que com o tempo se transforma em “sentimentos erotizados, quando a necessidade do menino de ter a ligação com a pessoas do mesmo sexo se transforma em atração erótica.

A maioria dos meninos que estão em crise com sua identidade sexual, mas verdade não precisa de terapia, mas de um pai.

Resumidamente, a homossexualidade masculina se desenvolve durante os anos de formação do indivíduo por meio da interação das influencias da criação com os pais (mãe dominadora e pai desinteressado), das influencias de uma cultura machista que rejeita o menino sensível e de uma super proteção materna, sem perceber, as mães se envolvem demais na vida do filho por saber que seus pais o abandonaram.

A principal postura dos pais em relação a homossexualidade percebida nos filhos, é educarem a si mesmos.

Conselheiros para os pais de meninos com não-conformidade de gênero

No mundo complexo de hoje, o problema crescente de mães independentes e pais ausentes, representa um desafio singular para o desenvolvimento da identidade de gênero de um menino. Sempre quando ministro seminários de sexualidade pelo Brasil, pais perguntam como pode criar um menino saudável.

  • Mães precisam ter cuidados para não supervalorizar o seu relacionamento com o filho, principalmente quando elas possuem um abandono emocional do companheiro.
  • Pais com meninos com não-conformidade de gênero precisam desenvolver seu relacionamento com seus filhos. Sua obrigação é procurar seu filho, abrir caminho em meio ao afastamento. Construa a confiança e o ajude a se sentir bem com a figura masculina. Meninos que possuem a liberdade de toques, abraços, brincadeiras de luta, beijos, carinhos e banhos juntos, se tornam homens seguros com sua masculinidade. O comportamento afeminado de muitos meninos é uma defesa contra a identificação com o papel masculino. Você não poderá acabar com essa defesa do menino (afeminado), a não ser que forneça algo em substituição a isso. A ajuda com meninos pre-homossexuais só será eficaz quando os pais atraírem seus filhos para o mundo masculino, é claro que respeitando suas caraterísticas sensíveis, gentis e amorosas.

Um aconselhado declarou:

“meu pai era um nada, um zero. Minha mãe tomava todas as decisões. Ela tinha uma personalidade forte e envolvente, e meu pai tinha pouca a dizer, nunca falava ou se posicionava em nada”.

  • Mães com meninos com não-conformidade de gênero, precisam estimular momentos de identificação masculina. Ela, precisa fazê-lo sentir eu sua masculinidade é diferente da feminilidade dela, e que essa diferença é maravilhosa, boa e saudável e faz pare de quem ele é.
  • Mães solteiras e divorciadas precisam promover positivamente a imagem do “bom pai”. Falar negativamente dos pais faz com que os meninos com não-conformidade adotem a figura feminina como referencia.
  • Quando as mães não possuem seus companheiros, ele precisa achar uma figura paterna para o filho. Este substituto pode ser um irmão mais velho, avô, ou outra figura masculina. É extremamente prejudicial a mãe abandonada deixar transparecer a mensagem de que ela e o filho “podem passar muito bem sozinhos na vida sem homem.”

Veja o que um homem que luta para vencer a homossexualidade disse:

“Sempre que eu me sentia rejeitado pelo mundo masculino, minha mãe tentava me consolar. Mas isso não ajudava. Ela nunca foi um rapaz, portanto, não fazia nada que pudesse dizer para fazer com que me sentisse melhor. Ela dize: “Ah, você precisa não quer brincar com estes meninos brutos, eles são maus mesmo”. Teria sido ótimo se um pai conversasse com ele.  

Quando você for conversar com alguém para ajudar seu filho como referencia masculina, inicia a conversa cm a seguinte explicação: “Preciso muito da sua juda para que meu filho desenvolva uma ligação maior com a figura masculina. Você pode incentivar nosso filho a brincar com os meninos e ajuda-lo a diminuir as atividades femininas?

Minha convicção é que, para se viver bem, nós precisamos em tudo de referencias e esta referencia só é possível quando pais e mães assumem suas posturas de orientar e educar seus filhos preventivamente quanto a sua sexualidade. Uma definição saudável quando au gênero masculino e feminino precisa ser claramente ensinada e direcionada ao nossos filhos.

Nós precisamos trazer a tona para nossos filhos o que deus planejou e desejou para o homem e a mulher. Lembrando principalmente aos homens que, se tornar homem é uma jornada feita com muita dor.

“A infância é muito frágil para ser abandonada.”

Eurípedes Mendes
Pastor e Diretor Ministério Seis