Sexualidade bíblica e o homossexualismo

Sexualidade bíblica e o homossexualismo

A necessidade de se refletir sobre a forma como Deus encara a sexualidade é cada vez maior dentro do contexto de nossas igrejas. A homossexualidade, bem como outras questões sexuais, apresenta origens antigas e se desenvolvem de maneiras complexas. No entanto, as respostas para entendermos esse assunto esta ao alcance daquele que mergulhar na palavra de Deus e interpretá-la guiado pelo Espírito. Adquirindo compreensão dos contextos bíblicos e aplicando-os aos conflitos diários que enfrentamos em nossa sexualidade. Muitos cristãos travam lutas sexuais sem o devido conhecimento e entendimento sobre o assunto. E, isso se deve, pelo menos, por três paradigmas nas quais grande parte da igreja jaz: ignorância, medo e vergonha.

A ausência do conhecimento possui um poder de desarticulação tremendo. O desconhecimento da verdade revelada pelo Criador nos torna suscetíveis as variadas mentiras de Satanás. O inimigo não produz apenas uma inverdade. Ele opera de maneira a apresentar várias propostas mentirosas, são diversos sofismas muito bem estruturados que estão na boca de figuras de autoridade, de lideres influentes, da mídia, de amigos íntimos, e até dos crentes ignorantes a respeito da visão das Escrituras sobre sexo, sexualidade e homossexualismo. “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento…” (Os 4.6). Poucas coisas são colocadas nestes termos na bíblia, uma questão de vida ou morte. Ou conhecemos e praticamos as verdades reveladas ou seremos consumidos. A ignorância a respeito do que Deus pensa sobre a sexualidade, tem destruído ovelhas, separado pais e filhos e trazido rejeição e permissividade para dentro do corpo de Cristo.

Aliado a ignorância, atua outra ferramenta de engano muito presente nos lares e congregações evangélicas: a vergonha. A maioria de nós não foi ensinado a lidar com nossa sexualidade, a expressar com naturalidade os conflitos pessoais relacionados a ela. É difícil falar claramente sobre os órgãos sexuais (sempre apelidados), sobre a luta com pensamentos que insistem em nos levar ao sexo. Até mesmo o vocábulo “sexo” é inconveniente e desconfortável em muitas famílias cristãs. Isso possui raízes na religiosidade. Limitamo-nos no conhecimento bíblico sobre este tema, porque no fundo, achamos vergonhoso e profanador mencionar abertamente isso nos púlpitos de nossas igrejas.

A Bíblia, por outro lado, não tem vergonha de falar a respeito de sexo, pois representa a revelação daquele que inventou a relação sexual e todos os componentes do corpo humano ligados a ela. Deus não se esconde com a face corada quando vê a consumação do ato sexual dentro do leito matrimonial. O Senhor inspirou homens a expressarem claramente a benção e o poder de representação que possui o enlace sexual entre os filhos de Deus, quando feito dentro dos limites potencializadores que Ele mesmo criou.

Estas verdades da palavra de Deus são suficientes para nos livrar do medo que domina alguns setores da igreja quando o assunto é homossexualismo. A influência dos movimentos ligados a direitos de homossexuais tem aumentado consideravelmente dentro dos âmbitos políticos e ideológicos no mundo todo. O ministério de restauração da sexualidade, portanto, enfrenta um adversário declarado que possui como meta não apenas propagar padrões contrários a palavra de Deus, mas também a silenciar toda voz profética que não concorda com os ideais libertinos apresentados por eles. Uma mordaça tem sido colocada na boca da igreja, e aceitar medrosamente este fato não é a postura daqueles que Deus escolheu para proclamar a verdade do evangelho. Deus ama a todos que se envolvem em pecados sexuais, e por isso morreu por todos, a fim de abrir um caminho de redenção.

A igreja precisa se manifestar com graça e com verdade, sem medo de perseguições ou de embates, pois o verdadeiro amor, que no fundo é o próprio Deus em nós, lança fora todo medo (I Jo 4.18). Isso não é uma conclamação ao confronto direto com pessoas ou instituições relacionadas ao movimento gay. Nosso papel é dizer a verdade sem nos acharmos mais especiais por isso. Da mesma forma que a omissão é pecado, o preconceito que exclui os seres humanos envolvidos em lutas homossexuais o é. A graça do Pai não age com acepção de pessoas (Rm 2.11), apesar de não concordar com seus comportamentos errados. É assim que vencemos com filhos de Deus.

 Sexualidade: Uma História De Plenitude, Pecado E Redenção

Dentro do estudo que estamos empreendendo sobre a visão bíblica da sexualidade humana, é necessário encararmos o fato de que ela está contida no enredo da redenção. A criação de Deus vive debaixo de um cativeiro de corrupção (Rm 8.21-22). Isso engloba todos os aspectos deste planeta e de seus habitantes. Se tivermos um pouco de discernimento espiritual poderemos ouvir os “gemidos” em busca de restauração oriundos de todas as direções possíveis. Viver em um sistema mundial que apodrece sob as vistas do Maligno (Jo 5.19) é presenciar como o pecado nos afasta dos elevados planos de Deus.

Dentro desta perspectiva, a sexualidade também se encontra em crise. Apesar de constituir-se uma benção estonteante, os níveis de devassidão, violência e promiscuidade ligadas a esse tema tem superado as expectativas dos mais liberais dos homens. A redenção da sexualidade é uma tarefa do Espírito Santo, que traz o convencimento e capacita quem se dispõe, em arrependimento, a viver o sexo divino, a sexualidade saudável e a intimidade verdadeira. A saga de restauração é iniciada por Deus. Por Ele, para Ele e por meio Dele (Rm 11.36). Não somos nós que decidimos ser mudados, foi o Senhor que tomou a iniciativa de nos refazer. Não é por nosso intermédio e poder que somos refeitos à Sua imagem. Não é para nossa realização pessoal ou sucesso ministerial que ajudamos pessoas a redescobrirem seus destinos, mas, sim para Sua glória e honra. Deus é a fonte, o meio e o alvo de nossa sexualidade restaurada.

A Plenitude Sexual

Na mente de muitos cristãos, voltar-se para Deus e obedecê-lo, no que tange a ética sexual das Escrituras, é perder o bom da juventude. A existência sem sexo antes do casamento é tão infeliz e sem prazer, segundo essa mentalidade. A imagem que desenvolvemos de Deus é a de alguém que criou algo maravilhoso (sexo) e após nos dar um pequeno vislumbre disso, nos proibiu de desfrutá-lo. Na homossexualidade, acrescenta-se a isto, a idéia de que o Criador nos fez gay e depois censurou a prática homossexual. Estas concepções são falsas. A maior plenitude sexual na qual um ser humano pode deleitar-se, encontra-se debaixo dos padrões de Deus.

A verdade é libertadora, no entanto é preciso discernimento para reconhecê-la. Satanás tem se estabelecido como senhor do sexo e deus dos prazeres. E, nós filhos da luz, temos engolido tais aclamações como verdadeiras. Muitas vezes, consentimos com a “demonização” da sexualidade e tentamos afastar nossos jovens do sexo homossexual ou pré-marital por meio do medo e da intimidação. Ensinamos que sexo é território satânico a fim de vacinar nossos filhos contra a ideologia mundana. Porém, o inverso acontece. A propaganda homossexual e os ensinamentos libertinos encontram lugar na vida de adolescentes devido à lacuna que nós cristãos puritanos deixamos.  Sexo é território divino desde a criação e não existe ninguém mais capaz de nos guiar sexualmente do que o próprio Deus. Essa verdade é o antídoto eficaz que desbanca Satanás e nos faz mais próximos de Deus, pois o vemos como alguém que nos entende em nossas lutas sexuais e que nos sarara de toda ferida nesta área. Ele nos criou sexualmente ativos e nos guiará até a plenitude, corrigindo as debilidades.

Esta capacidade que a sexualidade do casamento, segundo a complementaridade dos gêneros, possui de espelhar a Deus e sua relação para conosco preenche as Escrituras de uma linguagem sexual e romântica. Cantares descreve com riqueza de detalhes o amor físico entre noivos, o livro de provérbios exorta o leitor a se alegrar coma mulher de sua mocidade, deixando-se, todo o tempo, saciar por seus seios (Pv 5.18-19). Nas páginas do Novo Testamento encontramos um Jesus, que apesar de celibatário, dá extraordinário valor ao casamento. Seu ministério é descrito em linguagem relacionada a um noivado (Mt 9.15) e em Apocalipse a consumação final é descrita em termos de bodas (Ap 19.7). João Batista se compara ao amigo do noivo (Jo 3.29-30). Paulo, também solteiro, à época de seu ministério, se debruça sobre a relação afetiva homem/mulher e a pinta com contornos divinos na carta a igreja em Éfeso: “Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua esposa, e os dois se tornam uma só pessoa. ’ Há uma verdade imensa revelada nessa passagem das Escrituras, e eu entendo que ela está falando a respeito de Cristo e da Igreja. Mas também está falando a respeito de vocês: cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido.” (Ef 5. 31-33)

Dentro desta perspectiva, analisando a criação do homem segundo a descrição bíblica (Gn 1.26-31), podemos tomar várias conclusões sobre nossa identidade sexual:

  • Adão e Eva desfrutaram a plenitude sexual antes da queda;
  • O pecado original não teve conotação sexual;
  • A relação sexual foi dada como um mandamento (“Sede fecundos, e multiplicai-vos…”);
  • A sexualidade e os papeis de masculino e feminino provém do próprio Deus;
  • Adão e Eva refletiam perfeitamente a imagem e semelhança de Deus, inclusive como “macho” / “fêmea”;
  • Não há lugar, segundo a visão bíblica, para um “terceiro sexo” ou uma “terceira identidade”;
  • A nudez era desprovida de erotização. Representava a sinceridade, inocência, intimidade sem medo, vergonha ou máscaras (Gn 2.25);
  • Deus concedeu privilégios ao homem, mas também estabeleceu limites para que houvesse proteção da plenitude que até então se experimentava. O padrão sexual foi formulado com esta finalidade, mesmo antes do pecado existir: “Por isso deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24); Esse padrão é repetido na bíblia outras quatro vezes (Mt 19.5, Mc 10.8, Ef  5.31, I Co 6.16). Deus criou o sexo e o chamou de casamento;

O mistério de ser “uma só carne” – na palavra de Deus é estabelecido um princípio que muitas vezes escapa ao nosso entendimento: a relação sexual nos torna uma só carne com outra pessoa. A bíblia diz que “Adão conheceu a Eva e ela concebeu” (Gn 4.1), significando que houve o ato sexual. Eles se conheceram, como não pode ser conhecido de outra forma, na sua mais profunda intimidade. A palavra diz que foi um conhecimento mútuo profundo e completo. As suas almas se ligaram, se entrelaçaram, os seus espíritos se comungaram num nível, nunca antes experimentado. Eles se tornaram um, em espírito, na alma e no corpo. E isto aconteceu por meio de uma interação física de relação sexual. A aliança realizada no corpo possui implicações emocionais e espirituais. “Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque como se diz, serão os dois uma só carne. Mas, aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele.”(1Co 6.15).

O apóstolo Paulo traça um paralelo muito ousado com estas palavras. A união entre homem e mulher é comparada a comunhão entre o homem e Deus. A palavra usada para expressar o conhecimento de Deus, isto é, o homem conhecer a Deus, é a mesma usada para significar que o homem conheceu a mulher, no sentido completo, íntimo e pleno através do ato sexual. O vocábulo hebraico traduzido como “conhecer” é “Yada”, no Velho Testamento possui o sentido de “conhecer experimentalmente”, “ter comunhão” com Jeová. E, em Genesis 4.1 descreve o coabitar de Adão e Eva.

É importante salientar que este pacto espiritual que se estabelece por meio da interação sexual pode ser benéfico ou maléfico. E isso é verdade por causa do efeito destrutivo que o pecado inaugurou na raça humana.

O Pecado  

Muitas pessoas perguntam quando se iniciou as práticas homossexuais, quais são suas origens históricas. De certa forma, a resposta está em Genesis 3. Todos os desvios sexuais, bem como tudo que é rebeldia contra os padrões divinos, tiveram inicio na queda do primeiro casal. A pecaminosidade nos é inata desde então. A sexualidade, exatamente por representar tão maravilhosamente a plenitude relacional e espiritual, tem sido arrastada por Satanás aos mais baixos níveis.

O pecado sexual, em qualquer de suas formas, quebra a capacidade de refletirmos o caráter de Deus por meio do sexo. Paulo afirma: “Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito.” (2 Co 3.18). Precisamos de transformação porque o pecado deformou a imagem de Deus em nós. Isso é bem claro no homossexualismo. Começamos a duvidar das verdades sobre ser homem/mulher, desconfiamos do amor que o Senhor tem por nós, somos saqueados em nossa identidade, passamos a adorar outros deuses, nos entregamos a sentimentos enganosos, cavamos “cisternas rotas que não retêm as águas”(Jr 2.13) e nos inclinamos para os desejos egoístas e ilimitados da carne, dos olhos e da soberba da vida (1 Jo 2.16). No fundo, damos mais credito ao nosso coração que é “enganoso mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto...” (Jr 17.9) do que aos altos pensamentos e caminhos de Deus (Is 55.9).

Relativo à prática homossexual na bíblia precisamos entender:

  • Homossexualismo na palavra de Deus não é descrito como uma identidade e sim como um comportamento; É fundamental ressaltar que não existe qualquer estudo científico conclusivo que prove que a homossexualidade é determinada por fatores genéticos.
  • Homossexualismo constitui-se pecado contra a vontade de Deus para nossa sexualidade, porém não é o maior de todos os pecados;
  • Deus colocou de baixo de condenação todos os seres humanos e não apenas os pecadores sexuais. A questão do juízo de Deus (AIDS e DSTs) diz respeito a toda a nossa sociedade imoral, inclusive parte da igreja que está manchada pelo pecado sem manifestar arrependimento;

 

O que a bíblia diz  

ü Gn 1. 27-28, 2.18-24 – Definem o padrão divino e benéfico: sexo é igual à casamento heterossexual;

ü Gn 19. 4-9 – Os homens de Sodoma tentaram um contato homossexual com os anjos que visitavam a casa de Ló. Posteriormente, a cidade foi destruída por sua perversidade. A partir deste episódio usa-se a palavra “sodomia” para expressar um tipo de relacionamento homoerótico.

ü Jz 19. 22 – Descreve um episódio parecido com o de Sodoma, no qual certos filhos de Belial, tentaram manter relações sexuais com visitantes. Tal acontecimento repercutiu de forma dolorosa em Israel e gerou juízo.

ü Lv 18.22, 20.13 – “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. (…) Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.”. Debaixo do contexto da Lei o comportamento homossexual, assim como outros pecados (adultério, incesto, bestialidade, etc.), era uma prática abominável punida com a morte.

ü Rm 1. 24-27 – “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.”

O apóstolo Paulo inicia a carta aos Romanos descrevendo o estado rebelde e não redimido que é vivenciado por toda a humanidade. Sua intenção não é condenar um pecado em particular, mas provar que todos, quer judeus ou gentios, estão perdidos até serem redimidos por Cristo. O pecado, segundo Paulo, tornou o homem rebelde e cego, fazendo com que houvesse uma troca de valores. Deu-se vazão a idolatria, à violência, ao orgulho e à imoralidade (porneia) no lugar da palavra do Criador. Isso gera no ser humano um estado mental corrompido e escravizado pelas mentiras do diabo. Fortalezas espirituais se instalam baseadas em sofismas e nos levam a desonramos nossos corpos. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”(2 Co 10.4-5).

Ainda de acordo com estes versículos, podemos inferir que o comportamento homossexual (feminino e masculino) não é natural ou normal. Isso contraria todo o discurso mundano atual que desde o inicio da revolução sexual tenta nos convencer que homossexualismo é saudável, positivo e natural, e busca silenciar todas as vozes opositoras, taxando-as de preconceituosas. A realidade é que estudos revelam que o estilo de vida homossexual além de estar mais exposto a DSTs também não é pessoalmente desejável na maioria dos casos e apresenta maiores porcentagens: de envolvimento com drogas, de suicídio, de problemas psicológicos, baixa expectativa de vida, etc.

Aliado a isso, vemos também descrito nesta passagem das Escrituras a ação de um juízo relacionado a doenças físicas que são conseqüências diretas do enlace sexual sem limites. A AIDS, com mais de 33 milhões vitimas até 2007 segundo a UNAIDS, e outras DSTs representam um julgamento que alcança toda a sociedade.

ü 1 Co 6. 9-10/1 Tm 1. 9-10 – Nestes textos aparecem as palavras “efeminado” (gr. malakoi) e “sodomita” (gr.arsenokoitai). Tais expressões eram utilizadas no primeiro século para designarem o comportamento homossexual passivo e ativo respectivamente. Apesar do empenho da teologia gay em tentar redefinir o significado destes vocábulos, os especialistas têm afirmado que malakoi quer dizer literalmente “macio ao tato”, usada na cultura grega para homens que assumiam o papel passivo no ato homossexual. E, arsenokoitai significa “macho de cama”, também se referindo especificamente ao comportamento homoerótico, só que neste caso, ativo. Não há duvida de que esse comportamento é contrario ao plano de Deus, e que sem arrependimento nos impossibilita de desfrutarmos do reino de Deus.

Apesar destes fatos, grupos ditos cristãos têm proposto uma teologia liberal que enfraquece a condenação bíblica do homossexualismo e vêm crescendo dentro da pós-modernidade pluralista e relativizadora. A estratégia deles é reinterpretar os textos acima citados formulando supostas justificativas que endossam a tese de que o comportamento homossexual, em alguns casos, pode ser aceito como moral e teologicamente corretos. Como conseqüência disto temos a Igreja da Comunidade Metropolitana, fundada em 1968, em Los Angeles, pelo Rev. Troy Perry. Uma denominação evangélica que nasceu com a missão de pregar um evangelho “inclusivo” contrário a “homofobia” e o “sexismo” da ortodoxia evangélica americana. Esta igreja figura em várias partes do mundo e representa o ápice da permissividade moral que a sociedade cristã ocidental já atingiu. Vale ressaltar que em alguns casos, a teologia gay se infiltrar em denominações já estabelecidas e causam divisões internacionais dentro do corpo de ministros da mesma. Este processo infelizmente parece ser inevitável em instituições religiosas que paulatinamente questionaram a autoridade bíblica e se secularizaram fortemente.

 A Redenção

Não existe pecado maior do que a capacidade purificadora do sangue do cordeiro de Deus. E, se deparar com a Lei do Senhor e ser reprovado é um fato que acontece com todos. No entanto, existem aqueles que depois de se sentirem desaprovados buscam o remédio para o pecado, seja ele qual for. E, há pessoas que se fecham em seus medos e impossibilidades, ou por não escolherem realmente abrir-mão de certos comportamentos prazerosos, ou por acreditarem que não podem, não tem forças para mudar. De fato, ninguém, em si mesmo, tem força para mudar.

O poder pertence a Deus, e quando clamamos por forças e dizemos sim para Ele, a capacidade para obedecer aos mandamentos nos é acrescentada. Já diziam os profetas: “Cura-me, SENHOR, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor.” (Jr 17.14); “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele.”; “Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.”(Ml 4.2); “O amor do Senhor Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do Senhor!” (Lm 3.22-23). Quanta esperança o amor de Deus nos transmite. A ênfase está naquilo que Ele pode fazer e não em nós.

Com relação a mudança vale ressaltar que nosso alvo não é mudar de homossexuais para heterossexuais. Na verdade, de acordo com o nosso Deus, nunca fomos gays ou lésbicas. Porventura, estivemos comprometidos em comportamentos pecaminosos relativo ao homossexualismo, mas isso não é nossa identidade. A restauração começa quando acreditamos em nossa identidade dada por Deus. E, passamos a considerar somente a Sua palavra como fonte de confirmação daquilo que somos. Nossa identidade é filho de Deus criado homem e mulher conforme sua imagem e semelhança.

A redenção é baseada na graça de Deus e na busca incessante do Pai por nós. O Senhor não vai nos amar depois que sairmos do homossexualismo, pois o seu amor é incondicional e eterno. Ele mandou seu filho morrer em nosso lugar quando ainda éramos pecadores para provar isto (Rm 5.8). Jesus se fez pecado por nós para que fossemos justificados perante Deus (2 Co 5.21) e isso nos constrange a segui-lo. A mudança deve ser encarada como um processo que nos despimos de velhos comportamentos por causa do amor de Deus derramado em nós.

Alguns de nós já ouvimos que não existe “ex-gay”? De certa forma, este rótulo não é conveniente. Porém, tal mito produz grande incredulidade na mente de muitos rapazes e moças que lutam com tentações homossexuais. Deus tem uma palavra contra isso que deve nortear nossa fé. Depois de desqualificar o comportamento homossexual o texto de 1 Co 6: 9-11  declara, em seu último verso, que “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Aleluia! Há esperança! Paulo afirma que havia pessoas na igreja de coríntios que tiveram práticas homossexuais e que foram lavadas, santificadas e justificadas em nome de Jesus. Porque Deus não fará conosco? Ele é o mesmo.

No processo de restauração da sexualidade Deus irá tocar em todas as áreas de nossas vidas. Porque teremos que estar dispostos a confessar o humanamente “inconfessável”, a pararmos de culpar a Deus por pecados que outros cometeram contra nós, a perdoar e sermos perdoados, a encararmos lembranças dolorosas, a lutarmos diariamente uma batalha espiritual que envolve tentações e dardos malignos, a crermos mesmo quando o desanimo bater a porta, a não desistirmos mesmo em meio a quedas, a quebrarmos alianças com as trevas e desenvolvermos constantemente um relacionamento com o Pai. Não existe fórmula mágica para curar o homossexualismo. Existe um Deus que constrói uma nova identidade dentro de nós e nos faz prevalecer em meio às tribulações.

A restauração é um processo difícil no qual iremos enfrentar desertos, porém é aí que teremos experiências com Deus que jamais teríamos sem as dificuldades, e a liberdade brotará dia a dia conforme nossa entrega a Ele. “E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu.” (Rm 5.3-5). Deus sempre está conosco na tribulação e nos conduz ao deserto para um fim proveitoso, lá o maná não nos falta, a água sai da rocha, o mar começa a se abrir, os inimigos são afogados, a nuvem nos guia, a coluna de fogo nos aquece, e uma porta de esperança é aberta.

Deus disse ao povo de Israel: Vou seduzir a minha amada e levá-la de novo para o deserto, onde lhe falarei do meu amor. Ali, eu devolverei a ela as suas plantações de uvas e transformarei o vale da Desgraça em uma porta de esperança. Então ela falará comigo como fazia no tempo em que era moça, quando saiu do Egito.” (Os 2.14-15).

Tenha esperança. Se entregue em arrependimento. Viva a sexualidade divina. A redenção já começou!

 

Pr. David Riker

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DALLAS, Joe. The gay gospel?. Ed. Harvest House Publishers. Eugene, Oregon. 2007.ITIOKA, Neusa. Restauração sexual. Ed Ágape. São Paulo-SP. 2005.PALLISTER, Alan. Ética cristã hoje. Ed. Shedd Publicações. São Paulo-SP. 2005JONES, Stan e Brenna. Como e quando falar de sexo com seus filhos. Ed. United Press. Campinas-SP. 1998.WHITE, John. O eros redimido. Ed. Textus. Niteroi-RJ. 2004.